
Comparação de arquivos: o que você declarou x o que deveria
Ponha lado a lado a declaração que o contador entregou e a que a plataforma geraria, linha por linha, e veja exatamente onde e por que elas divergem.

Gerar declaração é metade da história. A outra metade é trazer para dentro da plataforma o que já foi declarado - os arquivos que o seu contador entregou nos meses e anos anteriores. Importar essas declarações serve a três coisas: montar o histórico da loja, ler a apuração de cada uma sem abrir o TXT, e - o mais valioso - ter o lado declarado para a Comparação de arquivos e para a auditoria "Declarado vs correto".
A importação aceita os arquivos das declarações federais (EFD ICMS/IPI, EFD Contribuições, ECF) e das estaduais históricas. DIEF e GIA são obrigações estaduais que, em vários estados, foram extintas ou substituídas pela EFD ao longo do tempo - importar as históricas preserva a memória fiscal daquele período.
Tenha os arquivos .txt das declarações em mãos (peça ao contador se necessário).
Para o PGDAS-D é diferente: não há arquivo. A "importação" dele puxa as declarações transmitidas direto do Serpro (por qualquer canal, inclusive o contador).
Importar exige a permissão Gerenciar declarações fiscais.
Em Fiscal, abra Declarações e escolha o tipo (ou entre no que se aplica).
Clique em Importar, selecione o arquivo .txt e clique em Importar na janela.
A plataforma detecta sozinha o tipo e a UF pelo cabeçalho do arquivo.
A declaração entra como em processamento e, quando pronta, aparece na lista como importada.
Abra a ficha para ler a apuração lida do arquivo.
A plataforma reconhece o arquivo pelo conteúdo. Reimportar o mesmo arquivo já processado não cria uma cópia - ela avisa que o arquivo já foi importado antes e devolve a declaração existente. Isso protege contra clique duplo e reenvio. Se você importar uma declaração diferente da mesma competência, a plataforma pede confirmação antes de substituir: a anterior é marcada como substituída e fica no histórico; a nova passa a ser a vigente do período.
A declaração estadual importada é uma apuração, não uma fonte de notas: a plataforma lê os totais (débitos, créditos, saldo, ST) para o histórico e para a comparação, mas não extrai NF-e dela. Já a EFD federal importada também alimenta a extração de documentos, sem sobrescrever nota autoritativa que já exista.
Com o lado declarado importado, ative o diferencial: veja a Comparação de arquivos e ponha declarado e correto lado a lado.

Ponha lado a lado a declaração que o contador entregou e a que a plataforma geraria, linha por linha, e veja exatamente onde e por que elas divergem.

Toda declaração fiscal tem uma ficha de apuração com valores rotulados - débito, crédito, saldo - para você entender sem abrir o TXT.

Saiba se a sua loja é obrigada à GIA-ST (a guia da substituição tributária interestadual) e gere o arquivo direto na plataforma quando ela se aplicar.

Entenda o Imposto do mês: como a plataforma calcula o imposto da competência a partir das suas notas e vendas, e por que a cobertura importa.